domingo, 16 de janeiro de 2011

Afogados

 Estamos morrendo, a água subindo, cabeças rolando, crianças chorando por seus pais que saíram pra mergulhar e até hoje não voltaram.
Não sei pra onde olhar, se é pros destroços da velha casa, onde aprendi a fazer chá; se é pro moço caridoso que, lá do norte, tenta me ajudar ou pro resgate trazendo minha água, a minha escova.
 Deito, durmo, nos sonhos. Não durmo. Estará sempre essa ameaça de desmoronamento acima da minha cabeça? Não sei. Ao certo, o pobre é aquele que por linhas comenta coisas efêmeras, desejando ao menos a minha recuperação. Tá doido, seu moço? Venha me ajudar, oras. Pois sim, eu me afogo, mas não nas suas lágrimas.



Um comentário:

  1. Olá querida, passando para te desejar um ótimo fim de semana e avisar que estou com um novo endereço...

    http://vintagepri.blogspot.com/

    Aguardo sua visita

    XOXO KISS!

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